sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

É assim mesmo, José!

.
. Que triunfe não só o direito como também a justiça.
.



(Imagem de: Caderno de Saramago)
.



Comentários:

Júlia disse a Sat, 20 Feb 2010 19:31:06 GMT:
É, na verdade, mesmo!
Infelizmente, por cá não temos nenhum Baltazar Garzón. E a nossa justiça anda pelas horas da amargura. Mas o que não andará? Políticos, jornalistas, magistrados... e também todos nós.
Cumprimentos


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Partidas



José Saramago, no seu interrompido (e ocasionalmente retomado) Caderno, referiu-se ao caso de Maria João Pires e à sua renúncia à nacionalidade portuguesa, na sequência de graves desentendimentos entre a pianista e o Ministério das Finanças, que levaram ao encerramento da escola de Belgais.

É curioso, ou talvez não, que Saramago tenha aberto uma excepção (como agora abriu a propósito de uma edição d’A Jangada de Pedra, cujo produto reverterá integralmente a favor das vítimas do sismo no Haiti), para se referir a uma rotura de cidadania, ele que também se desentendeu com certas autoridades do seu país, tendo ido viver para Espanha, que o acolheu de braços abertos (os espanhóis gostam de nacionalizar tudo o que lhes possa trazer vantagens, e um Prémio Nobel não é para desprezar…).
São duas figuras de peso que de certo modo nos deixaram, virando-nos as costas e batendo com a porta.
Saramago perdeu a paciência por causa de uns inefáveis censores que havia por cá (e que, afinal, à sua maneira, tinham demasiadas culpas no cartório para que lhes assistisse o direito de julgar os outros ou as suas obras). Os que atiram pedras ao escritor deviam lembrar-se disto, se é que alguma vez lhes ocorreu.
Quanto à pianista, o caso é um bocadinho diferente. Poderia dizer-se, a propósito, que o génio artístico e a capacidade de gestão não andam necessariamente de mãos dadas. No final, foi pena que ninguém tenha sido capaz de encontrar uma maneira de obviar esse inconveniente. Que afinal não era mais do que isso.
Se algum dia alguém for capaz de fazer o balanço de ambas as situações, saber-se-á quem ganhou e quem perdeu?


Partidas



José Saramago, no seu interrompido (e ocasionalmente retomado) Caderno, referiu-se ao caso de Maria João Pires e à sua renúncia à nacionalidade portuguesa, na sequência de graves desentendimentos entre a pianista e o Ministério das Finanças, que levaram ao encerramento da escola de Belgais.

É curioso, ou talvez não, que Saramago tenha aberto uma excepção (como agora abriu a propósito de uma edição d’A Jangada de Pedra, cujo produto reverterá integralmente a favor das vítimas do sismo no Haiti), para se referir a uma rotura de cidadania, ele que também se desentendeu com certas autoridades do seu país, tendo ido viver para Espanha, que o acolheu de braços abertos (os espanhóis gostam de nacionalizar tudo o que lhes possa trazer vantagens, e um Prémio Nobel não é para desprezar…).
São duas figuras de peso que de certo modo nos deixaram, virando-nos as costas e batendo com a porta.
Saramago perdeu a paciência por causa de uns inefáveis censores que havia por cá (e que, afinal, à sua maneira, tinham demasiadas culpas no cartório para que lhes assistisse o direito de julgar os outros ou as suas obras). Os que atiram pedras ao escritor deviam lembrar-se disto, se é que alguma vez lhes ocorreu.
Quanto à pianista, o caso é um bocadinho diferente. Poderia dizer-se, a propósito, que o génio artístico e a capacidade de gestão não andam necessariamente de mãos dadas. No final, foi pena que ninguém tenha sido capaz de encontrar uma maneira de obviar esse inconveniente. Que afinal não era mais do que isso.
Se algum dia alguém for capaz de fazer o balanço de ambas as situações, saber-se-á quem ganhou e quem perdeu?


terça-feira, 12 de janeiro de 2010




O artista ia em viagem por Castela (Castilla - La Mancha), qual Quijote sem Sancho Panza. Algures entre Toledo e Ciudad Real, os seus olhos depararam com um monte de potes de cimento, desses onde há algumas décadas eram fermentados os mostos aqui abundantes e encorpados, tarefa hoje a cabo de esterilizadas cubas de aço inoxidável. Acabada que foi a sua função, por desnecessários, converteram-se num estorvo, às vezes decoração de rotundas, e a servirem também como reservatórios de água, líquido este do qual se diz que com aquele se não deve misturar. Diz-se...

Filosofando sobre o triste fado das inutilidades, o artista puxou do pincel e pintou esta aguarela, para que, mesmo inúteis, não fiquem esquecidos os tristes potes...




Comentários:


Júlia disse a Wed, 13 Jan 2010 10:56:26 GMT:

Muito interessantes estes potes. Curiosamente, a forma é semelhante a uns que decoram uma fábrica que existe, salvo erro, junto da estrada entre Estremoz e Elvas. São muito grandes e feitos em barro. Os potes que se fabricavam por estas bandas e até mais a sul, tinham uma forma diferente, muito mais bojudos.



sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Adeste Fideles




Adeste Fideles 
Laeti triumphantes
Venite, venite in Bethlehem
Natum videte 
Regem angelorum 
Venite adoremus 
Dominum 
Cantet nunc io 
Chorus angelorum 
Cantet nunc aula caelestium 
Gloria, gloria In excelsis Deo 
Venite adoremus 
Dominum Ergo qui natus 
Die hodierna 
Jesu, tibi sit gloria Patris aeterni 
Verbum caro factus 
Venite adoremus 
Dominum 


Embora ainda subsista alguma polémica quanto à autoria deste hino, é quase consensual que se deve ao rei D. João IV de Portugal. http://en.wikipedia.org/wiki/Adeste_Fideles




Comentários


Júlia disse a Sun, 27 Dec 2009 17:17:11 GMT:
Ouvi este cântico de Natal, atribuído a D. João IV, rei de Portugal, entoado pelo coro Tomás Alcaide de Estremoz na Igreja de S. João, no passado dia 19 de Dezembro. Gostei muito. Aliás, sempre foi um dos meus cânticos de Natal preferidos e que algumas ouvi na Missa do Galo, há muitos, muitos anos... quando acontecia ir a esta celebração litúrgica.


Júlia disse a Tue, 29 Dec 2009 21:50:43 GMT:
Sabe que não tinha lido as suas letras pequeninas? Foi durante o referido concerto que soube da provável autoria desta peça pelo D. João IV.


Luiz disse a Wed, 30 Dec 2009 19:16:55 GMT:
Tenho pena de não saber cantar assim.
Quanto à letra...
De latim, não sei quase nada. Há muitas décadas, quando ainda ia, por obrigação, à missa, apercebi-me de que o rito tinha deixado de ser falado naquela língua, e passara a ser entendido por todos em português.
Já não recordo se, no tempo da missa em Latim, os fiéis assistentes respondiam como agora, ou se era apenas o sacerdote quem debitava todo o discurso.
Mas nunca me esqueci de que “dominus vobiscum” (com maior ou menor rigor), significa ” o Senhor esteja convosco”.
E que a frase mais apetecida era “Ite, missa est”, por ser a última.
Desejo-lhe um Feliz Ano Novo



domingo, 25 de outubro de 2009