terça-feira, 29 de março de 2011

Caminhada Arribas do Tejo (IV)

No final da íngreme descida do Pintalgaio

Caminho plano para recuperar forças

Confraternização com uns pescadores

Um descanso para os olhos

segunda-feira, 28 de março de 2011

domingo, 27 de março de 2011

Caminhada Arribas do Tejo (II)

Logo à saída de Belver, olha-se para trás e...

Lagar de azeite em ruínas (Lagar da Fraga)

Junto aos moinhos, cruzamo-nos com este "Adamastor"

O castelo lá ao fundo

Cascatas num dos açudes

Ruínas do "Lagar Caiado":

Caminhada Arribas do Tejo (I)

A chegada dos participantes

A rua principal, antes da partida

Um briefing antes da partida...

Percurso bem sinalizado, boa disposição...

Há que esperar um pouco, antes de atravessar a ribeira.

Impossível não parar para dar uns clicks nas cascatas...

Este troço da ribeira tinha vários moinhos e lagares, com os respectivos açudes e levadas

Subindo o rochedo, antes da ponte "à Indiana Jones"...

A famosa ponte. 
Para atravessar, é conveniente não olhar para baixo.
Não é muito alta, mas oscila...

Chegando à Torre Fundeira: 

Atravessando pequenas hortas e vinhas, na Zona da Torre Fundeira:



terça-feira, 8 de março de 2011

Estação arqueológica de Vale de Junco



O local está assinalado em mapas como Estação Arqueológica de Vale de Junco (Ortiga, Mação).
Está situado junto ao Tejo, entre a povoação de Ortiga e a estação de caminho-de-ferro de Alvega-Ortiga.
A povoação que se vê ao fundo, na foto, é Casa Branca, na freguesia de Alvega.
Aritium Vetus, povoação celta ou cidade romana, esteve algures por aqui.
Lá em cima, no outro vale à esquerda (que não aparece na foto), são visíveis os vestígios de uma  represa ou barragem romana (Monte da Represa, Gavião).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Viver à beira da estrada


A foto não foi preparada, mas serve para ilustrar os efeitos do tempo e do abandono sobre os vestígios de uma época não muito distante, provavelmente a caminho de se perderem para sempre.
Quem mandou fazer esta fachada teve gosto e cuidado. Mas os materiais não são perenes. E os elementos da Natureza não perdoam.


Nesta outra, parecem existir sinais das possíveis razões desse abandono. Podem ver-se nas traseiras construções mais recentes e decerto com melhores condições de habitabilidade. O painel solar indica, pelo menos, que houve certas preocupações de conforto. A casa está situada numa rua que é simultaneamente uma estrada nacional. Até há poucos anos, antes da entrada em funcionamento da auto-estrada A23, o tráfego era aqui muito intenso. O ruído não devia deixar descanso aos moradores. Tiveram de "fugir para o quintal".


sábado, 4 de setembro de 2010

Geologia para curiosos







Na imagem é possível observar como os estratos quartzíticos, muitíssimo mais duros do que as camadas xistosas contíguas, deslizaram sobre estas, sob a pressão dos movimentos tectónicos, e as retorceram e esmagaram, encurvando-se também durante o processo. Os xistos, muito friáveis, ficaram reduzidos a "migalhas".
A zona triangular, em baixo à esquerda, é um pequeno talude constituído pelos pedaços que, desagregados, vão caindo do corte efectuado para a construção da estrada.
Junto à camada quartzítica, impermeável e resistente, os xistos apresentam um aspecto queimado, como carvão. De facto, cheiram a enxofre, e são visíveis pequenos depósitos de cor amarela, característicos dos locais com actividade vulcânica com emanações sulfurosas.



Também existe escorrência de água e esta é salobra e apresenta o aspecto e o cheiro característico das nascentes sulfurosas.



As foto foram obtidas na estrada de Envendos(Mação) para as Termas da Ladeira, a pequena distância destas.



Na encosta situada do outro lado do vale, é visível a continuação das camadas quartzíticas, que afloram de forma evidente, dado serem mais resistentes à erosão (erosão diferencial).






Nota:

O título deste artigo também poderia ser "Geologia por curiosos". As interpretações aqui feitas não se baseiam em verificações científicas, pelo que devem ser apreciadas com a devida reserva.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O nome da barragem





Esta é uma foto da albufeira da Barragem de Belver, obtida no próprio paredão que também serve de ponte, numa tarde sem vento, fazendo da lisura das águas um espelho para a paisagem.

A data oficial da conclusão da barragem é o ano de 1952, tendo ficado com a designação de Barragem de Belver, possivelmente devido ao facto de a maior parte da albufeira criada coincidir com o limite sul desta freguesia, e também por ser esta uma das localidades mais próximas. 

De há uns anos a esta parte, tem-se verificado que a Câmara de Mação, em cujo território (freguesia de Ortiga) se encontra a quase totalidade das instalações da Barragem, passou a utilizar sistematicamente a designação de "Barragem de Ortiga", no que é acompanhada por algumas instituições ligadas ao turismo na zona, nomeadamente a Região de Turismo dos Templários.

A utilização de uma designação nova e, pode-se dizer, não oficial, omitindo sistematicamente aquela que já existia e está consagrada, pode parecer estranha, e é susceptível de diversas interpretações. 

A mim, parece-me que se trata de um assomo de brios bairristas, reivindicando para si um nome (ou renome) que talvez sintam ter-lhes fugido. E estarão tentando consagrar, pelo uso repetido, a designação que mais lhes convém.

E porque os brios bairristas atingem a todos (mesmo aos que, por esta razão ou por aquela conveniência, se coíbem de os manifestar), aqui fica também o meu desabafo.

Ao longo do tempo, sucessivas reorganizações administrativas fizeram com que a hierarquia relativa das diversas povoações sofresse mudanças radicais. Na última dessa reorganizações, a freguesia de Belver deixou de pertencer ao concelho de Mação, do qual fizera parte durante cerca de 60 anos.

Em tempos mais recuados, a própria vila de Belver foi sede de concelho, entre 1518 e 1836, ficando, a partir desta data, integrada no concelho de Mação. Transitou em 1898 para o então restaurado concelho de Gavião. 

O que é que isto tem a ver com aquilo? Responderão os mais puristas que, em rigor, nada.

Mas nem tudo nesta vida é rigoroso e exacto, e muito menos quando as opiniões são divergentes...



Comentários:

Luiz disse a Sat, 04 Sep 2010 14:22:30 GMT:
http://cnpgb.inag.pt/gr_barragens/gbportugal/Belver.htm



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Água mole em pedra dura...


Há já alguns anos, numa deslocação relacionada com a apicultura (deixavam-se cortiços aqui e ali, com a finalidade de recolher enxames), encontrei este local.
Hoje revisitei-o, com o objectivo de captar umas fotos, em promessa feita a um amigo.
.
.
Trata-se de um afluente da margem esquerda do Tejo, a Ribeira de Alferreireira, na transição do curso alto para o médio, ainda na zona granítica, muito antes das impressionantes escarpas xisto-quartzíticas que caracterizam o curso inferior.
.
.
O local não fica muito afastado da EN-118, mas é preciso dar uma pequena volta para poder levar o carro até uns escassos 200m. Então há que descer a pé uma pequena ladeira e, no final, saltar os blocos de granito, ou passar entre eles desviando a vegetação, por entre a qual é evidente a presença dos trilhos de javalis.
.
.
A ribeira "desapareceu" por entre o amontoado de blocos de granito que vão caindo para o leito escavado.
Os blocos vão-se fracturando, deixando entre si fendas profundas às quais há que prestar atenção.
.
.
Embora o granito seja uma rocha extremamente dura, não é muito resistente à erosão na presença da água.
Ao longo de milénios, o chocalhar constante dos calhaus de quartzo, extremamente duros, arrastados pelas enchentes, foi desgastando lentamente os blocos, moldando formas suaves.
.
.
Os remoinhos de água arrastando calhaus foram criando cavidades circulares que, com o tempo, se converteram em verdadeiros poços.
O acesso ao local pode ser bastante difícil, sendo necessário escorregar por uma estreita fenda inclinada.
.
.
No interior, debaixo dos blocos rochosos, reinam as sombras e o frescor proporcionado pela presença da água.
.

.
Mas ao olhar para trás, para a entrada, o clarão ofuscante não deixa esquecer que, lá fora. o sol aperta.
.

.
As águas da ribeira, agora sem corrente, estão lá em baixo, na fenda escura.
.

.
Um poço quase perfeito.
Este e o da imagem seguinte estão separados por uma parede de pequena espessura.
.
.
Este é possivelmente mais antigo e encontra-se a um nível superior. Falta-lhe já uma das paredes, entretanto desgastada. O fundo está atulhado com o resto dos calhaus que lhe talharam a forma.
.

.
Depois há que voltar a sair por ali, rastejando pela fenda inclinada.
.
Finalmente, um último olhar pela paisagem, antes de prosseguir para o seguinte destino do dia.
.
.
.


Comentários:

Júlia disse a Wed, 25 Aug 2010 14:47:39 GMT:
Gosto muito da sua descrição desse fantástico local. As fotos são bem elucidativas da capacidade erosiva da água, com a sua carga de detritos, sobre o granito. Valeu o esforço e foi bom que tenha partilhado a sua aventura.
Cumprimentos