quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Venha o diabo e escolha


Infelizmente, os políticos sérios e certinhos (se é que pode existir tal avis rara), geralmente não passam de uns totós, do tipo nem-lá-vou-nem-faço-nada.
São os empata-f*... da política.
Infelizmente, ou não, temos de aturar as taras e manias que têm todos os políticos voluntariosos, carismáticos, polémicos, amados por uns e odiados pelo menos por outros tantos.
São estes os que f*… a cabeça a tanta gente e que, pelo bom ou pelo mau caminho, fazem andar as coisas para a frente.
Nomes? Cada um saberá que políticos há-de enquadrar em cada uma destas duas categorias.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Was wäre wenn ...




Was wäre wenn ... Pergamonaltar könnte an ihrem ursprünglichen Speicherort zurück? (*)

(tradução automática, porque eu não sei alemão)






 Clique para visita virtual ao Pergamon Museum, Berlim.



(*) E se... o Altar de Pérgamo voltasse ao seu lugar de origem
(Es ist nur eine Frage./It's just a question.)
É só uma pergunta que levanta muitas questões... 





domingo, 20 de janeiro de 2013

haja luz


Dependência e vulnerabilidade: uma das condições das nossas vidas, não só nos dias de hoje, mas desde sempre.
Estar atento e não se deixar iludir é a única defesa contra estes dois (que se fundem num só) inimigos insidiosos.

Quem estiver em posição de influenciar o comportamento dos outros, explorando a vulnerabilidade que lhes conferem as suas dependências, acaba por ter nas mãos, se não os seus destinos, pelo menos uma parte importante das suas vidas. Os proveitos que daí advêm (para o explorador) são de todo o tipo: económicos, políticos, etc…

A dependência da tecnologia no mundo moderno.

A electricidade é o motor de toda a tecnologia. Não há, hoje em dia, quase nada que não dependa da electricidade para funcionar.

A electricidade (uma forma de energia), como qualquer outro bem, paga-se. A forma mais barata de obter electricidade é através das redes de distribuição fixas. Elas estão presentes em quase todos os núcleos urbanos, mesmo os mais pequenos, e até em locais dispersos onde a sua necessidade se fez sentir e houve a vontade e os meios para as pagar.

O preço relativamente baixo (por muito que nos queixemos do montante crescente das facturas) faz com que a energia eléctrica seja usada para quase tudo. Quase todas as criações científicas e as tecnologias desenvolvidas no século passado (e mesmo no anterior) dependem da electricidade para funcionar e esta forma de utilização da energia foi sempre tida em conta em qualquer processo de criação e desenvolvimento.
  
O simples facto de a luz acender sempre (ou quase sempre) quando accionamos o botão do interruptor (ou nem isso, pois muitas luzes são accionadas por cómodos sensores de presença ) faz que, com muita facilidade, nos esqueçamos de comprar velas ou outros meios alternativos de iluminação. Assim, quando a rede eléctrica se vai abaixo (por exemplo em consequência de um vendaval como o destes últimos dias), corremos o risco de não vermos satisfeita uma necessidade bastante básica, que é a de termos iluminados os sítios onde estamos ou por onde andamos.

Claro que existem fontes alternativas de fornecimento de electricidade (p.ex.  geradores), que até podem ser ligados à nossa rede doméstica (tendo a precaução de desligar o quadro de entrada). Mas são relativamente dispendiosas para a maioria das famílias e, por isso, bastante raro o seu uso.

Estar ligado ao mundo.

A electricidade permite o funcionamento de todos os artefactos tecnológicos criados para nos extorquir dinheiro a pretexto de uma ilusória ligação com o mundo (quanto maior for o número de pessoas "ligadas ao mundo", mais o mundo se está borrifando para cada uma delas em particular, embora nada indiferente àquilo que o seu somatório representa: um mercado). 

Uma das nossas necessidades (que não sei se é básica, mas há-de haver interessados em fazer com que o seja) é a de saber sempre o que se passa à nossa volta (e até no outro lado do mundo), se possível antes dos outros e de forma mais completa. O sucesso da Internet deve-se precisamente à sua capacidade de se adaptar às necessidades e à vontade de cada utilizador (antes simples leitor/ouvinte/espectador), introduzindo a flexibilidade e a interactividade onde antes havia um rígido monólogo (e monopólio) dos "media" tradicionais.

Sem electricidade na rede, alguns aparelhos ainda funcionam, por disporem de bateria. No entanto, a carga das baterias gasta-se e, se o corte ou apagão se prolonga, até mesmo esses param de funcionar, deixando os seus utilizadores "isolados do mundo".

Se eu fosse gestor da companhia de fornecimento de electricidade, não hesitava em proceder a um aumento substancial das tarifas: depois de um apagão prolongado, os consumidores estão bem conscientes do "valor" daquele bem cuja falta tantos dissabores  causou, logo mais dispostos a pagar por ele. Nada como uma crise de escassez ou privação par dispor as pessoas a abrirem os cordões à bolsa.

Este texto não foi estruturado e estou a escrevê-lo ao correr da pena (ou, melhor, da Parker, entretanto provida de uma recarga da concorrência a um quarto do preço…). E importa  dizer que estou a escrever à luz de velas (duas, neste caso, já que a luz de uma é insuficiente para eu conseguir escrever). E também refiro que me levantei bastante cedo para o fazer, depois de algumas horas de "insónia clarividente".

Os benefícios da quebra da rotina.

Numa vida de escassez, aventura e luta pela sobrevivência, não há lugar para a rotina. Esta é própria das vidas em que as necessidades básicas são satisfeitas de modo quase automático. Também é verdade que, por outro lado, se a maioria dos indivíduos não tivesse satisfeitas com facilidade as suas necessidades mais básicas, não poderia estar disponível para a procura e satisfação de outras necessidades mais elaboradas e ditas de nível mais elevado, o chamado progresso civilizacional.

O progresso civilizacional dá-se quando uma grande parte dos indivíduos tem satisfeita, com relativa facilidade parte das suas necessidades básicas, mas não tanto que não sinta a necessidade de melhorar.

Indivíduos mal alimentados não têm sequer energia para a ambição que está na base do progresso. Indivíduos demasiado abastados ------------------------

(e aqui acabou-se a bateria do portátil, durante a transcrição do manuscrito…)

… Indivíduos demasiado abastados podem nem sentir necessidade de progredir, satisfeitos que estão com as delícias do seu dia-a-dia.

Esse seria o paradigma de uma sociedade feudal estagnada, com senhores de vida faustosa mantendo na ignorância e na miséria abjecta a massa dos seus inúmeros servidores. Não se estranhe que, ainda hoje em dia, muitas almas piedosas suspirem pelo regresso deste tipo de sociedade (obviamente adaptado aos tempos modernos) em que os de cima libertariam as suas consciências deixando cair, segundo seria seu privilégio e arbítrio, umas migalhas da sua farta mesa para alimentar as multidões famintas.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Azedume

Temos assistido ultimamente a uma triste e falsa polémica sobre as declarações da responsável por uma organização caritativa. A maior parte dos seus defensores encara as críticas a essas declarações, por muitos consideradas despropositadas, como se fossem ataques ao trabalho da senhora, à instituição que dirige e à generosidade dos que para ela contribuem com as suas dádivas.
Eu não acho que a solução definitiva para a pobreza esteja na caridade individual.
Mas não se pode renegar a generosidade de cada ser humano que se condói das necessidades do próximo, repartindo com ele aquilo que tem, pouco ou muito.
Por outro lado, entristece-me olhar para as sombras que a intransigência ideológica, a incompreensão e, muitas vezes, o rancor hipócrita lançam sobre este panorama que já de si é doloroso de contemplar.


domingo, 11 de novembro de 2012

São Martinho


No dia de São Martinho, o filho de Martinho, afilhado de Martinho, primo de Martinhos (e até tem algo de Martinho), não bebeu água-pé, mas comeu castanhas assadas e entreteve-se por aqui . E ainda recebeu uma visita importante.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Valores






Não gostaria que se tivesse de optar entre democracia e valores ou princípios.
(É que, por vezes, parece que a democracia se esqueceu dos princípios e dos valores.)

Mas, por outro lado, os valores e os princípios às vezes insistem em ser tão elevados, etéreos mesmo, que a democracia, por mais que se esforce, não os consegue alcançar.


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

What if... ?


Não é preciso ser Sherlock Holmes



What if… 
(Quem beneficia do crime?...)

E se a destruição do Euro e (alvo dos alvos), por arrasto, o desmantelamento da  União Europeia, isto é, a destruição das expectativas de se criar uma verdadeira união na Europa, estivessem na mira de quem, se não criou a crise, dela se aproveita para atingir os seus fins?

domingo, 4 de novembro de 2012

A origem dos terramotos




Le Déluge, de Gustave Doré.

As declarações catastrofistas daqueles que, sem qualquer base científica ou conhecimento fundamentado, atribuem os eventos climáticos ou geológicos a uma qualquer influência humana, segundo o que leram em certas revista e sites de curiosidades, não são, na essência, muito diferentes daquelas proferidas por um certo imã que associava os terramotos a determinadas práticas sexuais, ou coisa semelhante. Ambos se apoiam na ideia do castigo divino, ou na vingança da natureza, que é mais ou menos o mesmo. 

E, geralmente, esses "críticos" centram a sua atenção em comportamentos que não estão ao seu alcance, embora possivelmente gostassem de os ter… sejam eles os de natureza sexual ou os de consumo descontrolado de combustíveis...


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Masonry (Maçonaria)


Dizem que a maçonaria é cheia de secretismo, mas eu acho que não é tanto assim...

Afinal, consegui fotografá-la:



Mas não quer dizer que seja totalmente inofensiva:



Entretanto, descobri que a melhor protecção era uma espécie de avental:


E a Obra continua...


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Morte anunciada há quase 40 anos



"Eu ainda sou do tempo da cerveja clok."

Dizer isto a quem também se lembra da antiga e extinta marca de cerveja ribatejana é declarar uma idade que se conta por décadas (várias).

Durante 16 anos trabalhei numa empresa que deteve até certa altura contratos (inicialmente em exclusividade) para a distribuição de algumas marcas de bebidas e refrigerantes numa zona que abrangia aquilo que hoje se designa como Norte Alentejano e franjas adjacentes da Beira e do Ribatejo.

Ainda hoje, a maior fatia do mercado das cervejas se divide em duas marcas: a Sagres e a Superbock, liderando a primeira no sul e a segunda no norte do país.
Contudo, na década de 70, a cerveja clok conseguiu uma fatia importante do mercado, em especial no vale do Tejo e Alentejo, chegando mesmo a ser líder em algumas zonas.

A cerveja clok era produzida em Santarém pela empresa Copeja-Companhia Portuguesa de Cervejas, SARL. Na segunda metade da década de 1970-1980, a empresa foi integrada no grupo depois denominado Unicer, constituído pela CUFP, a COPEJA e a IMPERIAL.

A liderança do grupo passou a ser exercida pela empresa de maior dimensão, a CUFP (Superbock, Cristal), sediada em Leça do Balio. Por estratégia comercial, ou por qualquer outra razão que não consigo descortinar (mas desconfio), o grupo decidiu eliminar a marca clok, substituindo a sua produção em Santarém pela de uma das marcas até aí detidas pela CUFP, inicialmente a Cristal.

A machadada final veio com a decisão, tomada no início deste ano, de encerrar a fábrica de Santarém já em 2013. Entretanto,  vêm aí 60 milhões de euros do BEI, de um total de 173 milhões a investir num processo dito “para melhorar a eficiência”, do qual faz parte (como não podia deixar de ser – digo eu) a morte (há muito anunciada?) da fábrica que um dia produziu afamada (*) cerveja clok.

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(*) Ainda hoje se pode ler, em cartazes de propaganda das festas populares por esse país fora a publicidade à afamada bebida de tal marca, ao afamado conjunto musical, ao afamado frango assado único nas redondezas...