sábado, 10 de março de 2012

As maiúsculas por vezes estão trocadas







A Justiça não serve para fazer justiça.

Serve para fazer cumprir a Lei.

Esta é que, em princípio, serve para determinar o que é justo.

Dir-se-á que vai dar ao mesmo. Não é exacto. Os agentes da Justiça, sabem muitas vezes que as suas decisões são injustas, mas têm de tomá-las. Têm de obedecer à Lei. O seu arbítrio não é total. Se o fosse, não era precisa a Lei.

Pode dizer-se que seria melhor disporem de maior liberdade de decisão. Dessa forma poderiam decidir melhor segundo o que entendessem ser justo. É verdade. Mas também aí a noção de justiça ficaria inteiramente nas suas mãos: para o bem e para o mal.

Para melhor entendimento desta questão, pode pensar-se, por exemplo, no caso do juiz espanhol Baltasar Garzón. Ele foi condenado por exorbitar dos seus poderes. Pode dizer-se que ele queria ser justo indo até onde a lei já não lho permitia? É subjectivo, pois claro. E o que disse atrás não implica que quem o condenou tenha consciência de estar a cometer uma injustiça. Podem até pensar exactamente o contrário. E até podem, cumprindo rigorosamente a Lei, estar apenas a ser impiedosos. Não precisam de ser piedosos. Aliás, nem devem sê-lo.

E que gozo isso não dará à maioria deles... Mas essa já é outra questão.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Desequilíbrio





Sem outros poderes para contrapor ao poder do dinheiro, manda o dinheiro.
As conclusões são óbvias, mas fogem ao politicamente "domesticado".
A História repete-se? Não só se repete como tem de repetir-se.

Trash Moon





Remoção do lixo espacial?!

Que tal transformar todo o lixo num único satélite?

Existem muitos objectos orbitando a Terra. Uma parte deles são satélites em serviço.

A outra são os satélites que já não estão em serviço, bem como toda a tralha espacial que são os destroços de colisões, ferramentas perdidas, etc...

Usando as leis da gravitação, seria possível alterar a órbita e velocidade de cada um destes objectos, de modo a juntá-los? Isso resultaria num corpo espacial único, uma espécie de lixeira espacial que se manteria coesa por acção da própria gravidade. Paralelamente, uma ou mais naves pequenas e de grande mobilidade funcionariam como vassouras ou aspiradores espaciais, encaminhando o lixo para esse depósito orbital.

Novos satélites possuiriam obrigatoriamente um sistema que, no final da sua vida útil, os encaminharia para a órbita mais conveniente para o sistema de remoção.

O custo, possivelmente muito elevado, desse sistema seria suportado, obviamente, pelas entidades que procedem ao envio de objectos para o espaço. Por quem mais?




cenas surrealistas





A.J.Seguro, no Parlamento, a desafiar P.P.Coelho para um debate num espaço público.
Haja artista capaz de pintar esta tela para a posteridade.




quarta-feira, 7 de março de 2012

As focas perdem sempre



Num mar de tubarões ou numa savana de hienas não há lugar para a candura.

O caso do ministro que veio do Canadá tem várias soluções possíveis:

1) Substituí-lo por um mais cooperante com os poderes e os privilégios há muito instalados.
2) Substituí-lo por alguém que os tenha realmente pretos e seja capaz de travar esses poderes e esses privilégios.
3) Mantê-lo, retirando-lhe os poderes decisivos.

Resta saber, no caso desta última solução, que parece ter sido adoptada para evitar o escândalo político maior da segunda (e, mais do que isso, a inconveniência), que que uso vão fazer desses poderes.

Quanto ao professor, sem a pasta "do Fomento", que está ele lá a fazer?... Já foi comido.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Trash moon





Remoção do lixo espacial?!

Que tal transformar todo o lixo num único satélite?

Existem muitos objectos orbitando a Terra. Uma parte deles são satélites em serviço.

A outra são os satélites que já não estão em serviço, bem como toda a tralha espacial que são os destroços de colisões, ferramentas perdidas, etc...

Usando as leis da gravitação, seria possível alterar a órbita e velocidade de cada um destes objectos, de modo a juntá-los? Isso resultaria num corpo espacial único, uma espécie de lixeira espacial que se manteria coesa por acção da própria gravidade. Paralelamente, uma ou mais naves pequenas e de grande mobilidade funcionariam como vassouras ou aspiradores espaciais, encaminhando o lixo para esse depósito orbital.

Novos satélites possuiriam obrigatoriamente um sistema que, no final da sua vida útil, os encaminharia para a órbita mais conveniente para o sistema de remoção.

O custo, possivelmente muito elevado, desse sistema seria suportado, obviamente, pelas entidades que procedem ao envio de objectos para o espaço. Por quem mais?




Distracção ao volante

http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2011/07/07/article-2012188-07A70B5F000005DC-568_468x313.jpg



««« Ninguém deve ficar dentro do carro imobilizado, numa auto-estrada, nem junto do mesmo.
Inexplicavelmente, há uma qualquer tendência para que os outros carros que circulam, embatam no veículo imóvel. . . »»»


Esta recomendação faz parte de uma mensagem que tem andado por aí a circular no correio electrónico e na blogosfera.


"Inexplicavelmente"?!
Não é tão inexplicável assim.
Muitos condutores adquirem uma tendência para apontar a direcção do carro ao sítio para onde olham, tendência que é tanto mais forte quanto maior for a atenção aí concentrada. Se forem a pé, provavelmente também desviarão a sua trajectória quando olham para o lado. Em qualquer dos casos, possivelmente, não se limitarão a olhar de relance, mas mudarão a postura corporal, girando a cabeça na direcção do foco de atenção.


História relacionada

Recordo-me de um acidente que tive, felizmente sem consequências pessoais:
Eu ia no lugar do pendura de um camião. O condutor tinha acabado de parar para comprar umas sardinhas para o jantar (há uns anos atrás, ainda existia a venda ambulante de peixe). Guardou o saco de plástico com as sardinhas ao seu lado, mas esqueceu-se de o fechar. Já em andamento e com a trepidação, os peixes acabaram por se espalhar. Isso provocou o gesto reflexo de os apanhar, o que implicava baixar-se (e também olhar). Foi o que bastou para o camião sair da estrada. Felizmente, o local não era demasiado perigoso. Mesmo assim, partiu uma oliveira pelo tronco, amachucou a parte da frente e, na cabina, ficaram espalhadas, não só as sardinhas, mas também os bancos, pessoas e bagagem existente.



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Quem manda é a vida

Os meus sogros têm uma idade bastante avançada. Ela não se pode deslocar sozinha. Ele pode, mas um pequeno acidente vascular diminuiu-lhe algumas faculdades. Contudo, insiste em continuar a cuidar da horta e dos animais que ainda possui.
Perante uma observação minha contra o que me pareceu ser empenho excessivo dele em certas tarefas, o comentário da mulher foi este:

"Quem manda é a vida!"

Curto e directo.
É um axioma. Ela não fez a frase na altura. Mas aprendeu-a ao longo da vida, talvez a tivesse ouvido dos seus pais os dos seus avós. Com aquilo, ela sublinhava que o que ele estava a fazer não era excessivo, nem era senão o cumprimento das obrigações a que se sentia sujeito. Pode-se discordar da importância dessas obrigações, mas não retirar-lhe o direito de as avaliar segundo a sua própria perspectiva.


Apesar da seca, fomos plantar (insistem em dizer semear, que se há-de fazer... há até a "batata de semente", que não é semente nenhuma...) alguns regos de batatas. A mim cabia-me naturalmente abrir os regos, enquanto ele dispunha os pedaços de batata cortados. De vez em quando, a "semente" acabava-se e ele ia buscar mais. Pois quando chegava, se não me encontrasse no local, começava ele de imediato a cavar.

Quem manda é a vida...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ARITIUM VETUS

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Para ver detalhes sobre esta cidade romana, cuja localização mais provável é assinalada nesta foto, consultar o site Portugal Romano, que tem feito um meritório trabalho de divulgação do património de origem romana em Portugal.