(Clique na imagem para ver todo o álbum.)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Coloração verde nas águas do Tejo
Esta era, ontem à tarde, a cor das águas do Tejo, 1km a jusante da Barragem de Belver.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Os resultados eleitorais vistos por um carroceiro
Bom dia a todos!
Com estes resultados eleitorais, é lícito pensar que os Portugueses já não estão (não estamos!) muito seguros de continuar a querer Sócrates e este PS.
Mas… mas, se Manuela Ferreira Leite e este PSD fossem alternativa, teriam ganho.
Alguma coisa vai ter que mudar, embora, para já, tudo vá ficar mais ou menos na mesma.
Ou será que eu estou a meter os pés pelas mãos?!
Haja saúde!
Comentários:
Gostei da profunda análise da situação política, após o acto eleitoral de ontem, feita pelo ilustre carroceiro. Olhe que não fica atrás de algumas debitadas por figuras consideradas de dimensão nacional e que povoam as rádios e televisões. Não desmerecendo do seu blogue, acho que merecia uma ampla divulgação na comunicação social.
Agora, vamos às autárquicas! Pode ser que alguma coisa mude...
Cumprimentos
Luiz disse a Sat, 03 Oct 2009 16:22:33 GMT:
Sinceramente, acho que apenas disse o óbvio (algo assim como as verdades de La Palice).
Mas também é verdade que o óbvio às vezes nos aparece como uma surpresa.
sábado, 22 de agosto de 2009
Vou subir por este rio...
Castelo de Belver, rio Tejo
Comentários:
Júlia disse a Mon, 24 Aug 2009 10:43:58 GMT:
Até parece que estamos em latitudes mais elevadas, no reino das brumas, com o castelo a ficar ainda mais misterioso.
Curiosamente, a última vez que atravessei o Tejo também estava um denso nevoeiro sobre o rio.
Boa semana
Luiz disse a Mon, 24 Aug 2009 16:18:39 GMT:
Na verdade, não havia bruma digna desse nome. Mas não se pode evitar fotografar o ar que se encontra entre nós e o objecto fotografado. E quando se fazem fotos com objectivas de longo alcance, essa presença do ar é ainda mais notória. A foto foi tomada da barragem, a vários quilómetros de distância. E garanto-lhe que o único tratamento que levou foi o alinhamento, pois é bastante feio o efeito da água "desnivelada". E como havia uma "ligeira contraluz", a refracção da luz solar deve ter os seus efeitos. Em todo o caso, acho que resultou no tal efeito misterioso que, se não foi propositadamente buscado, não deixa por isso de ser bem vindo.
Boa semana para si também.
domingo, 9 de agosto de 2009
Atravessei o rio e fui à Vila ("do Alentejo à Beira")
Relógio da torre:
Meio-dia, sol e sombra:
Sacada:
Visita ao castelo:
Janela:
Comentários:
Júlia disse a Tue, 11 Aug 2009 17:07:04 GMT:
Gostei muito das fotos da vila. A última achei particularmente interessante porque fiz uma muito parecida no castelo de Vila Viçosa (está no Flickr).
Revi o largo e vi aquela escadaria que não tive coragem de subir (estava muito calor...).
Luiz disse a Fri, 14 Aug 2009 17:03:32 GMT:
Por acaso, lembro-me dessa sua foto. E lembrei-me dela também quando estava naquele local. Por isso, de alguma forma,foi um caso de inspiração.
E, neste caso, a luz algo filtrada da janela resulta da enorme quantidade de sujidade acumulada nos vidros (algo dificilmente perceptível na imagem). Mas o resultado desse efeito não foi mau de todo, devo reconhecer (mesmo a sujidade pode ter algum valor!!!).
domingo, 2 de agosto de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Alteração de imagens
Edição de Fotos (Retoques, alterações, supressões).
A foto, tal como foi tirada, do interior de uma viatura parada num semáforo.
As alterações consistiram em retirar do primeiro plano os elementos estranhos ao motivo principal, o jardim. Nada foi acrescentado, a não ser a legenda. As áreas alteradas foram preenchidas com elementos da própria imagem (relva e outras plantas).
Primeira edição (corte) Segunda edição (alterações)
Post editado com Windows Live Writer
Nota: Não foi possível carregar directamente as imagens para o Blogger, usando este editor.
No entanto, foi possível editar o post em HTML para incluir a URL das fotos.
A disposição dos elementos também não ficou com 100% de eficiência, como no WordPress.
A foto, tal como foi tirada, do interior de uma viatura parada num semáforo.
As alterações consistiram em retirar do primeiro plano os elementos estranhos ao motivo principal, o jardim. Nada foi acrescentado, a não ser a legenda. As áreas alteradas foram preenchidas com elementos da própria imagem (relva e outras plantas).
Primeira edição (corte) Segunda edição (alterações)
Post editado com Windows Live Writer
Nota: Não foi possível carregar directamente as imagens para o Blogger, usando este editor.
No entanto, foi possível editar o post em HTML para incluir a URL das fotos.
A disposição dos elementos também não ficou com 100% de eficiência, como no WordPress.
Comentários:
Júlia disse a Wed, 22 Jul 2009 10:52:47 GMT:
Pois é, transformar alcatrão da estrada em relvado é um caso sério de mágica!
O que demonstra esta sua habilidade é que nem tudo o que vemos nas fotos pode, de facto, corresponder à realidade. Claro que toda a gente já sabe que as revistas (sobretudo as cor-de-rosa) usam e abusam dos retoques e as belas imagens de rapazes e raparigas (principalmente estas) não passam de ficções muito bem trabalhadas. Também já vi comentários a fotos em blogues com esta temática, onde se refere o excesso de photoshop.
Garanto que nas minhas fotos não uso estes artifícios...
Cumprimentos
Luiz disse a Sun, 26 Jul 2009 00:06:13 GMT:
Magia, em bom rigor, não é. Trata-se simplesmente do aproveitamento e uso das possibilidades que nos oferecem as tecnologias.
Li recentemente algures (creio que no blogue de um fotógrafo brasileiro, que evoluiu de arquitecto para fotógrafo) uma coisa com a qual concordo absolutamente: uma imagem nunca é a fiel representação da realidade, começando pelo simples facto de que, tendo sido feita, podia não o ter sido. Trata-se, portanto, mais de uma interpretação do que de uma cópia.
Cabe a cada um ter a honestidade de não efectuar alterações que não correspondam aos objectivos expressos, ou, em alternativa, não definir objectivos a que o objecto apresentado não seja capaz de corresponder. Quanto a falsificações, já se faziam no tempo dos rolos, embora, ao que parece, fossem muito mais trabalhosas...
Não uso o Photoshop. O facto de ser demasiado caro para as minhas possibilidades faz com que o ache também desnecessário (alguma coisa a raposa de La Fontaine me ensinou). Uso simplesmente o Picasa, que é um programa mais do que suficiente para retirar as incómodas manchas nas fotos feitas pelo meu ajudante (inevitáveias quando se fotografa através de um pára-brisas cheio de insectos esmagados), e também para permitir habilidades como as deste post.
E, por vezes, a imagem real pode ser muito menos interessante do que a modificada, tal como este post pode exemplificar.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Os Ladrões de Cerejas
Há umas semanas atrás, um acidente na zona de Orléans provocou um enorme engarrafamento.
A espera é aborrecida e as pessoas começam a procurar actividades para passar o tempo. Conversa-se casualmente com o "vizinho" do lado, aproveita-se para ir "regar as flores" na berma, ou fica-se simplesmente a ouvir música (toda a gente desliga os motores).
No caso da foto, deu-se a coincidência de haver por ali umas cerejeiras, por sinal bem carregadinhas.
Estes três aproveitaram bem, como se vê...
Comentários:
Júlia disse a Fri, 17 Jul 2009 11:13:52 GMT:
Isto é que é sentido de oportunidade!
Mas este acto tem um nome que não é muito bonito...
Luiz disse a Tue, 21 Jul 2009 09:15:58 GMT:
Convém notar que as cerejeiras se encontravam na berma da auto-estrada. e que existem bastantes, em algumas zonas, entre os arbustos que ladeiam as vias e nos terrenos pertencentes às mesmas. Como não parece provável que a empresa concessionária, ocupada em cobrar portagens escandalosas, se preocupe em mandar alguém colher as cerejas, estas acabariam por ser comidas pelos pássaros, depois de cumprirem uma função meramente decorativa.
Assim sendo, estes três não cometeram acto de gravidade, pois limitaram-se mais ou menos a fazer como os seus longínquos antepassados caçadores/recolectores...
Se eu tivesse outra interpretação, nem sequer publicaria a foto, como é evidente. E o ar alegre que mostram os três não faz senão evidenciar como é bom, de vez em quando, praticar alguma travessura.
Ir às cerejas...
sábado, 27 de junho de 2009
Memória volátil
Angoulême, França
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Tinha aqui este apontamento manuscrito, rabiscado no verso de uma folha arrancada do livro de relatórios de serviço:
Muitos dos meus pensamentos e intuições são tão rápidos que não chegam a tomar forma discursiva.
E, no entanto, parecem obedecer a toda a lógica.
São fugazes, voláteis. Quando tento recuperá-los, já se me apagaram da memória.
Fica apenas a impressão de terem estado lá. Resta o sentimento doloroso e impotente de uma perda irrecuperável.
Sei que não sou o único a queixar-me da rapidez do pensamento. É mesmo uma queixa recorrente, especialmente dos escritores. Na mais recente leitura feita de Antonio Muñoz Molina, nas Ventanas de Manhattan (li o original em castelhano, e não sei se existe tradução para o português), recordo-me de a ter encontrado. Ele diz que andava sempre a pé pelas ruas de Nova York, levando às costas uma mochila cujo conteúdo se resumia praticamente a um caderno e uma caneta, que ele chama rotulador, e que nós chamamos marcador, ponta de feltro.
Nota-se que muitas das secções do livro foram escritas nos próprios locais que ele vai descrevendo com uma profusão de dados impressionante. De outro modo, ele teria de possuir uma memória absolutamente fotográfica para conseguir fazê-las.
Durante o fim-de-semana passado (que não foi bem um fim-de-semana, pois descansei dois dias a meio da dita) aproveitei para fazer uma visita virtual a alguns desses locais.
A Internet traz o mundo para dentro da nossa casa. Entrando no site do Google Maps, arrastando um boneco que ali está para o local pretendido, podem ver-se as fotos desses mesmos locais. São imagens navegáveis, em sucessão, tiradas a poucos metros umas das outras, a 360º, com grandes angulares impressionantes, sendo praticamente esféricas, pois pode ver-se o cimo dos arranha-céus, na mesma foto em que se vê o chão, obtida mesmo ali, no meio da rua, possivelmente por uma câmara colocada no tejadilho de um carro. Vi, por exemplo, ali mesmo ao lado do Central Park, o carismático edifício Dakota, e, na rua transversal, a porta onde foi baleado e morreu John Lennon. Vi os letreiros enormes de Times Square, o Waldorf Astoria, uma estátua de Confúcio no cruzamento da Division com outra rua cujo nome agora se me varreu. Estive mesmo à entrada do Instituto Cervantes, de que o escritor foi director durante algum tempo, andei à volta do Columbus Circle, e também do Ground Zero.
E quando as fotos, apesar de bastante pormenorizadas e nítidas, possam parecer insuficientes, há geralmente à mão fotos “normais”, deixadas pelos utilizadores, em especial nos sítios mais relevantes. É pena que as fotos panorâmicas sejam tomadas apenas nas estradas. Tentei ver de perto o Grand Canyon e outras paisagens, mas não existiam imagens dos sítios. Pode ser que futuramente as incluam, o que muito valorizaria o serviço.
Devo advertir que esta funcionalidade do Google (ainda?) não se encontra disponível para nenhum local do nosso país, embora algumas cidades espanholas já tenham sido “contempladas”.
Estive também, de fugida, em cima de algumas pontes em Paris e em Roma. De notar que o Vaticano não foi fotografado, possivelmente para preservar a reserva de Sua Santidade (!).
Vou fazer mais visitas. Pena que o portátil se engasgue ao fim de algum tempo com o Flash Player, acabando por bloquear o navegador. Acho que vai estando na altura de o substituir por outro com capacidades mais de acordo com as actuais exigências.
Garanto que esta navegação pelos mapas é uma experiência espectacular.
A falha de memória a que me referia no início não é bem do tipo de se esquecerem os pormenores de um local ou de um assunto. É mais como um vislumbre, um relâmpago de intuição, que quase de imediato se esfuma. Não digo que nesses breves instantes se faça a síntese do conhecimento humano, ou se explique o enigma da origem do Universo, mas a verdade é que fica a sensação de ter ali estado presente alguma sabedoria.
Voltarei a este assunto da memória (ou da falta dela).
Comentários:
Júlia disse a Mon, 29 Jun 2009 17:24:23 GMT:
A exploração do Google Earth é, de facto, absolutamente fantástica. Este ano tive a oportunidade de fazer uma viagem por Lisboa com as minhas "alunas". É pena que nem todos os locais ou cidades se possam ver desta maneira.
Quanto à questão da memória, é um assunto que tem muito que se lhe diga...
terça-feira, 16 de junho de 2009
Antonio Muñoz Molina
Já não recordo com exactidão como conheci Antonio Muñoz Molina. Mas deve ter sido através da página onde colabora na revista espanhola “Muy Interesante”. Pode até parecer estranho e deslocado um escritor desta categoria colaborar com regularidade numa revista pouco prestigiada, virada para o género menor que é a divulgação de temas científicos e tecnológicos, inevitavelmente (e felizmente, diria eu) temperados com bastante ecologia. São revistas viradas para um público não especializado, gente vulgar mas curiosa e interessada, e normalmente encontram-se nas salas de espera dos dentistas e advogados, ao lado de outras publicações viradas para o social e para actualidade cor-de-rosa. Certo preconceito elitista de que por aí se vêem ainda muito mais do que simples vestígios poderia levar a pensar assim. Mas recorde-se que também em Portugal, na homóloga “Super Interessante”, têm as suas páginas próprias Maria Lúcia Lepecki e João Aguiar (em relação a este último, não tenho tanta certeza, pois costumo comprar a versão espanhola). Honra seja feita a esses colaboradores, que dão prova da sua honestidade ao disporem-se a participar em publicações de tão modestas aspirações intelectuais. De referir ainda que estas revistas, ainda que inevitavelmente usem um grafismo de impacto para captar leitores, não alinham pelo esotérico nem adoptam a excentricidade que já nos habituámos a ver em certo estilo americanizado, que destaca apenas o espectacular ou insólito, e se destinam somente a entreter e passar o tempo. Procuram antes satisfazer a curiosidade daqueles leitores que, sem possuírem uma cultura ou conhecimentos muito aprofundados, não renunciam a aprender um pouco mais sobre o mundo que os rodeia.
Antonio Muñoz Molina, na sua página da “Muy Interesante”, escreve geralmente sobre temas relacionados com a protecção do ambiente (ou talvez antes com a falta dela...). E fá-lo de forma muito documentada, como pessoa bem informada que é, no seu tom muito pessoal e envolvente. Já tive oportunidade de traduzir alguns desses artigos, de forma um pouco pirata, pois não dei conhecimento ao autor nem aos editores. Espero que não me processem e que, se o fizerem e ganharem a causa, se contentem com a devolução dos lucros por mim obtidos com a publicação dessas traduções. Aliás, tenho sempre o cuidado de citar as fontes de textos alheios, neste caso com grande destaque, com foto e tudo.
Da leitura desses artigos, surgiu a vontade de ler os seus livros, coisa nem sempre fácil, quer pela dificuldade em encontrá-los (normalmente não ando de livraria em livraria, frequento mais os quiosques das áreas de serviço), quer por mesquinhas razões orçamentais. Mas foi mesmo num desses quiosques que encontrei uma edição de bolso de Sefarad. Mais recentemente, numa bomba de gasolina ali para os descampados da Siberia extremeña, onde costumo parar para descansar ou comprar alguma revista, adquiri os três exemplares existentes, um para cada título, de El viento de la Luna , El jinete polaco e Ventanas de Manhattan, edições de bolso de preço modesto.
(continua)
Comentários:
Júlia disse a Wed, 17 Jun 2009 15:37:01 GMT:
Fiquei cheia de curiosidade. Não conheço o autor que refere mas, como sabe, interesso-me muito por estas questões do ambiente. Tema cada vez mais actual e que urge ser amplamente divulgado para que as pessoas fiquem conscientes do que se está a fazer a este nosso pobre planeta. É que ele é único e irrepetível...
Cumprimentos
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